Agnaldo.


Depois de passar por vários clubes do interior de São paulo como Santos, São Bento, XV de Jaú e Catanduvense e ter sido campeão brasileiro da segunda divisão com o Sport(PE) em 1991, Agnaldo foi contratado pelo Clube do Remo.

O Seu boneco, assim era conhecido, em alusão ao fato do seu biótipo lembrar um personagem tornado célebre pelo comediante Chico Anysio, no programa Escolinha do Professor Raimundo, então exibida pela TV Globo.

Com uma garra interminável, Agnaldo assumiu naturalmente a posição de líder e capitão do esquadrão azulino. Posto que honrou por muitos anos. Ele ganhou o título paraense pelo Remo por 6 vezes, em 1991, 1993, 1994, 1995, 1996 e 1997.

Agnaldo chegou a ser técnico do Remo alguns anos depois, mas não repetiu o sucesso obtido como jogador.

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Bira.


Ubiratã Espírito Santo foi revelado no futebol do Amapá, chegou ao Baenão no início dos anos 70 do século XX, após uma disputa de bastidores entre os dirigentes do Remo e do Paysandu. Exímio driblador, além de exibir uma impressionante velocidade, teve seu talento lapidado por alguns técnicos, que aumentaram sua capacidade de impulsão, o que lhe permitiu aperfeiçoar a cabeçada. Goleador por excelência, ocupou o lugar de Alcino como ídolo da torcida azulina, tornando-se o terceiro maior goleador do Remo em campeonatos brasileiros, com 27 gols. ele conquistou o tricampeonato paraense em 1977, 1978 e 1979, sendo que nos dois últimos sagrou-se artilheiro da competição. Ao sair do Remo, transferiu-se para o Internacional (RS), participando da conquista do bicampeonato brasileiro pelo clube colorado gaúcho.

Bira também ficou conhecido com o apelido de "Bira Burro". Muitas são as suposições do apelido do craque. A primeira diz que, ao ser presenteado com um "motorádio", Bira disse: "Vou dar a moto pro papai e o rádio pra mamãe". Outros afirmam que este apelido foi dado, graças a uma tirada de Léo Batista, comentarista da Rede Globo que disse que Bira foi burro, porque deixou de assinar com o Flamengo para ir pro Internacional.

Bira foi um dos jogadores amarcar mais gols em um só jogo na primeira divisão do campeonato brasileiro. O fato ocorreu em uma partida entre Clube do Remo e Guarani, onde o leão venceu por 5 x 1, os 5 gols de Bira.

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Dutra.


José Dutra dos Santos nasceu no Rio de Janeiro(RJ), dia 26 de Janeiro de 1948 e começou sua trajetória futebolística no Vasco da Gama(RJ), onde foi convocado e jogou 11 vezes pela Seleção Olímpica do Brasil, participando das Olímpiadas do México de 1968.

Teve uma rápida passagem pelo bonsucesso(RJ) e foi para o Nordeste, mais especificamente, defender o Vitória(BA). Não passou muito tempo no Rubro-negro e um ano depois assinou com o Clube do Remo. No leão, Dutra ganhou SEIS campeonatos paraenses nos 7 anos que jogou pelo Remo. Os títulos vieram em 1973, 1974, 1975, 1977, 1978 e 1979, ano que o zagueiro encerrou a carreira.

Seu prestígio no Pará era tamanho que em 1977 o zagueiro começou um movimento em Belém com intuito de criar um sindicato entre atletas profissionais de futebol.

Depois de encerrar sua carreira como jogador, dutra virou técnico e chegou a treinar o Clube do Remo, mas sem repetir o sucesso conquistado como atleta. Treinou também clubes como Anapolina, Tuna Luso, Paysandu, Moto Clube, Sampaio Côrrea, Maranhão, Imperatriz, entre outros.

Em 2007 Dutra foi um dos atletas que teve a oportunidade de carregar a tocha pan-americana que passou por Belém, antes de chegar ao seu destino final, o rio de Janeiro, no pan americano daquele ano.

Nelinho.


Manoel Rezende Matos Cabral, proveniente do Rio de Janeiro(RJ) e nascido dia 26 de Julho de 1950, foi um dos maiores cobradores de falta que o Brasil já viu. Seu primeiro clube profissional foi o Bonssucesso(RJ), de lá, passou por América (RJ), Setúbal (POR) e Anzoategui (VEN).

Em 1972, chegou ao Clube do Remo como meio campista, como aranha, o lateral direito titular se contundiu, ele foi improvisado nesta posição e se deu bem. Apesar de ficar pouco tempo na equipe paraense, Nelinho é guardado na lembrança dos torcedores com muito carinho.

No Remo ele viveu uma situação nada convencional. Nelinho amargava a reserva no leão, até que a sorte lhe sorriu. O Cruzeiro precisava de um lateral-direito para substituir a Pedro Paulo, que havia encerrado a carreira, e tentou a contratação do Aranha, que era o titular da lateral direita no clube paraense. Durante a transação, porém, o Cruzeiro perdeu a disputa para o rival Atlético. Para não voltar sem ninguém, resolveu trazer Nelinho, reserva de Aranha, que, diziam, batia faltas muito bem. O atleta virou ídolo e chegou a disputar duas copas do mundo pela Seleção Brasileira.

Ficou no Cruzeiro de 1973 até 1980, onde ganhou 4 estaduais e uma libertadores. Depois se transferiu para o Atlético(MG), onde levantou mais 4 taças do Campeonato Mineiro.

Rosemiro.


Rosemiro Correia de Souza é prata da casa do leão azul. Começou a jogar pelo Clube do Remo no ano de 1973, e ficou até 1975. O atleta saiu dos aspirantes e foi chamado a equipe principal após o Remo ter vendido seus dois laterais direitos, Aranha e Nelinho para o futebol mineiro.

Nestes três anos que defendeu o maior do Norte, Rosemiro conquistou o tri-campeonato Paraense, sem perder uma partida sequer, nos três anos de torneio. E jogou a Série A em duas ocasiões.

Saindo do Remo, teve seu passe negocioado com o Palmeiras, onde conquistou um título Paulista em 1976 e jogou mais de 300 partidas. Enquanto estava no alviverde, Rosemiro jogou um Pan-Americano em 1975 e uma Olímpiada em 1976 pela seleção brasileira.

Ele foi escolhido em uma eleição feita na Década de 70, como um dos jogadores mais feios do Brasil. Porém, o que não tinha de beleza, tinha de futebol.

Passou pelo Vasco da Gama de 1979 até 1982, conquistando um Campeonato Carioca no último ano pelo futebol do time cruzmaltino. Após saída do Vasco, passou por Bangu(RJ), Noroeste(SP), Chapecoense(SC), o extinto Colorado(PR) e encerrou sua carreira no Marcílio Dias(SC).

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Periçá.

Morreu em 1921 e colcocou seu nome definitivamente no rol de ídolos do Clube do Remo. Graças a seu digníssimo comportamento, idealismo e amor acendrado às cores do clube, Periçá curvou o leão a chamar-se de Clube de Periçá.

Carlos Ferreira Lopes nasceu em 18 de Outubro de 1898. ele e mais 6 irmãoes defendiam o náutico do clube do remo, o yole a 4. Ele jogou futebol no 2° time do Clube do Remo e era um atleta completo. Nadava, remava e foi um grabnde ganhador de provas de mergulho, sobretudo as de resistência e capacidade pulmonar, em uma delas, sucumbiu.

Na Baía de Guajará, no dia 15 de Maio de 1921, Periçá disputava a segunda prova de mergulho, pois já vencera, antes, o páreo de 600 metros de natação, quendo foi estranhada a demora do mergulhador. Imaginava-se que ele desejava obter um triunfo de maior expressão, infelizmente, porém, não era isso que estava a ocorrer.

Ele foi retirado da água por irmãos e atletas, ainda com vida. Durante oito dias loutou contra a morte, todavia não resistiu. Faleceu dia 23 de Maio daquele ano.

Sua demonstração de amor às vitórias, mesmo com sacrifício da própria vida, teve larga repercussão, tanto que na Federação Baiana, em Salvador, havia a sala Periçá, em um reconhecimento aos méritos do atleta.

Rubilar.


Geraldo da Mota Reimão, atleta azulino mais conhecido como Rubilar faleceu dia 1° de Março de 1947, aos 61 anos de idade. Rubilar gravou seu nome na história do Clube do Remo, que defendeu com muito amor, ardor e heroísmo. Disputou provas atléticas, jogou futebol e foi várias vezes campeão náutico.

Um dos fundadores do União Esportiva, tomou parte na reorganização do Clube do Remo, em 15 de Agosto de 1911. Sagrou-se campeão de futebol pelo Remo nas temporadas de 1913, 1914, 1915, 1916 e 1917. Foi campeão náutico nos anos de 1909, 1911, 1912, 1915, 1916, 1917, 1918, 1923 e 1926. Foi campeão individual de remo nas temporadas de 1920, 1923, 1925 e 1927. Vencedor das provas clássicas "Garantia da Amazônia" em 1917, da "Jair de Albuquerque" em 1921, da "Flávio Vieira" em 1922 e da ''Periçá" em 1924, 1925 e 1927.

Era sócio benemérito do Remo e da Federação Paraense de Desportos.