Clemer.

Um dos jogadores mais vitoriosos do futebol brasileiro. Um exímio colecionador de títulos, este é Clemer Melo da silva. Nascido em São Luís, Maranhão, no dia 20 de outubro de 1968, Clemer iniciou sua carreira no Moto Clube(MA). Ainda passou por Guaratinguetá(SP), Santo André(SP), Catuense(BA), Maranhão(MA) e Ferroviário(CE) até, enfim, chegar ao Remo em 1994.

Ficou no leão apenas dois anos, o suficiente para deixar sua marca registrada na história do clube. Foi campeão paraense nos dois anos que por aqui esteve, 1994 e 1995. No primeiro título, disputou 26 jogos e levou apenas 11 gols, média de pouco mais de 0,4 gols por jogo, incrível. Em 1995, no bicampeonato, levou apenas 3 gols em 14 jogos, média absurda de 0,2 gols por jogo. Por estatísticas como essas foi eleito melhor goleiro do campeonato nas duas temporadas.

Após obter todo este destaque pelo clube paraense, Clemer foi contratado pelo Goiás, onde gahou o campeonato goiano de 1996, depois passou pela Portuguesa(SP) até chegar em 1999 no Flamengo(RJ), onde deixou o super goleiro Júlio César no banco. Pelo clube carioca ganhou um tri campeonato carioca pelo Flamengo em 1999, 2000 e 2001, ainda levantou duas taças Guanabaras e uma taça Rio, sem contar com uma Copa Mercosul em 1999 e uma Copa dos Campeões em 2001.

Se transferiu para o Internacional, onde sua carreira decolou mais ainda. Ele se sagrou hexa campeão gaúcho(2002, 2003, 2004, 2005, 2008 e 2009), ganhou uma copa Libertadores da América(2006), levantou um título do Mundial de Clubes da FIFA(2006), uma Recopa Sul Americana(2007), ganhou a Copa de Dubai(2008) e a Copa Sul Americana(2008) e uma Copa Suruga(2009). Ainda foi vice-campeão da Copa do Brasil e da Recopa sul Americana em 2009.

Marcelo Silva.


José Marcelo da Silva marcou uma geração de torcedores remistas. Dono indiscutível da lateral, Marcelo ficou consagrado com a camisa azul marinho.

Nascido na cidade de Caruaru, em Pernambuco, o lateral chegou no leão em 1992, após sair do Campinense(PB), onde havia conquistado o campeonato paraibano em 1991. Ficou no Remo por 5 anos, conquistando pelo clube 4 campeonatos estaduais(1993, 1994, 1995 e 1996), além do respeito e admiração de fanáticos adeptos, comissão técnica e diretoria.

Em todos os campeonatos paraenses em que se sagrou campeão, Marcelo Silva foi eleito o melhor lateral direito da competição, mostrando assim ser incomparável dentro do futebol paraense.

Saiu do Remo para jogar no Santos(SP), e na equipe da baixada ganhou uma Copa dos Campeões e um Campeonato Brasileiro da primeira divisão, consolidando ainda mais a sua carreira. Depois ainda passou pelo Atlético(PR), Paysandu, onde ganhou o paraense de 1998 e foi eleito melhor lateral do campeonato e Porto(PE).

Rei Artur.



Artur Duarte de Oliveira desde cedo mostrava não ser um jogador comum. Iniciou sua carreira no Rio Branco, clube da capital acreana, onde Artur nasceu. Chegou ao Remo em 1992, onde teve imenso destque, ajudando o clube a subir para a série A do brasileirão. Em 1993 foi campeão paraense e oitavo colocado na Série A. Já deixava pasmo todos os torcedores com tamanha habilidade e segurança que dava a equipe, tanta idolatria que o apelidaram de REI Artur.

Ele se transferiu para o futebol português, o que parecia ser arriscado foi a melhor escolha que Artur poderia ter feito. Em Portugal se tornou um Deus, defendeu o Boavista, onde passou 4 temporadas e fez 120 jogos e depois foi contratado pelo Porto, onde fez sua estrela brilhar para o mundo inteiro. Artur fez uma enormidade de gols no campeonato mais apreciado do mundo, a Liga dos Campeões da Europa, chegando a ser eleito para a seleção do torneio na temporada 1997/1998. Junto com o atacante Mário Jardel, fez uma das duplas mais famosas em Portugal de todos os tempos. Após três temporadas inacreditavelmente bem sucedidas, o atleta voltou ao Brasil, onde foi defender o Vitória(BA), onde conquistou o bi-campeonato baiano, em 1999 e 2000, ainda levantou uma Copa do Nordeste em 1999 e neste mesmo ano foi terceiro colocado no campeonato brasileiro.

Saiu do clube baiano e assinou com o Botafogo(RJ), depois passou pelo Figueirense(SC), onde conquistou o campeonato estadual de 2002 e 2003, voltando para encerrar carreira no time que sempre o cativou, o Clube do Remo em 2004. Em seu último ano como jogador, Artur ainda ganhou mais um campeonato paraense.

Em 2007 começou a carreira de técnico e já passou por clubes como Rio Branco(AC), onde ganhou um estadual, Ananindeua(PA), Remo, onde ganhou um estadual, Castanhal(PA), onde foi campeão do seletivo do campeonato paraense, São Raimundo(PA) e Cametá Esporte Clube, onde foi campeão do Seletivo do campeonato paraense.

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Dadinho.


Dadinho era um artilheiro nato. Nascido na capital paulista, jogou Saad(SP) antes de defender as cores do clube do remo. Em sua primeira temporada no leão azul, Eduardo Soares, o Dadinho, se tornou artilheiro do parazão, marcando 23 gols no estadual de 1983. Além desta vez, o jogador tornou-se artilheiro do parazão em 1985 e 1986 e foi artilheiro da série B de 1984.

Segundo alguns dados, Dadinho é o maior artilheiro da história do Clube do Remo, porém são estatísticas incertas, já que outras afirmam que Alcino é o detentor desta marca.

No filho da glória e do triunfo, Dadinho foi campeão paraense em 1986, além de conquistar o vice-campeonato da Série B do Brasileirão de 1984 e dos paraenses de 1983 e 1985.

Depois que saiu do Remo, Dadinho marcou muitos gols vestindo as camisas de Santa Cruz(PE), Internacional(RS), Ceará(CE), Pinheiros(PR) e Paysandu(PA).

Ageu Sabiá.



Parecia tudo, menos jogador de futebol. Esse era Ageu. Com baixa estatura, pernas finas e bem curtas, uma barriga avantajada e o jeito nada convencional de correr fez de Ageu Sabiá, apelido recebido por ter características parecidas com a do pássaro, um mito.

Ele nasceu no dia 10 de Setembro de 1967 em Monte Alegre(PA), tendo como seu primeiro time profissional o São Raimundo(PA), onde disputava o campeonato municipal de Santarém. Em 1986 foi contratado pelo São Francisco, maior rival de seu ex-clube, onde se tornou artilheiro e campeão duas vezes seguidas do campeonato municipal.

Em 1988 assinou contrato como a Tuna Luso onde conquistou seu primeiro título Estadual. Logo em seguida foi para o Paysandu, ajudando o clube a subir da terceira para a segunda divisão do brasileiro em 1990. Foi contratado pelo Remo em 1992, e logo de cara ajudou o clube a subir para a primeira divisão. Em 1993 jogou o paraense pela Tuna e sagrou-se artilheiro do estadual, no segundo semestre voltou ao Remo e fez um ótimo campeonato brasileiro da série A.

Saiu do leão e foi para o Noroeste(SP), passando em seguida pela Tuna Luso(PA) e São Carlense(PA). Voltou pro mais querido em 1996, para alegria da torcida. Ganhou dois campeonatos paraenses, em 1996 e 1997, sendo que em 1996 foi eleito melhor atacante do torneio.

Ageu, mais do que um ídolo azulino, era uma lenda do futebol paraense. Antes de encerrar a carreira, o jogador ainda fez muitos gols por Tiradentes(PA) e Ananindeua(PA).

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Edil Highlander.

Edilberto Melo de Oliveira, este é o nome de um dos mais lendários atacantes do futebol paraense. Edil Highlander, assim chamado porque quando fazia um gol comemorava como o personagem homônimo, fingindo segurar uma espada e "matar" os companheiros de equipe, debutou no futebol em 1987, com a camisa do Paysandu(PA).

Logo em sua primeira temporada como profissional conquistou o campeonato paraense, se transferindo em seguida para o El Marítimo, da Venezuela. Depois passou por Pinho, de Portugal, Ceará Sporting, Paysandu, novamente, Vitória, Bahia, Náutico e Vasco da Gama, chegando ao Remo em 1996.

Ganhou dois campeonatos paraenses seguidos em 1996 e 1997, sendo o artilheiro deste último, feito que já havia alcançado duas vezes pelo Paysandu, em 1991 e 1992. Em 1997 e 1998 foi eleito o melhor atacante do campeonato paraense.

Saiu do Remo com pompas de ídolo e foi defender o Internacional(RS), depois passou por Confiança(SE), onde ganhou o campeonato Sergipano, Águia(PA), Ypiranga(AP) e Castanhal(PA). Em seu último clube, ainda foi artilheiro do parazão e vice-campeão do torneio, em 2000.

Mesmo após parar de jogar, Edil tem seu nome lembrado constantemente não só pelos muitos gols e maneira peculiar de comemorá-los, mas por ser tio de três jogadores que passaram pelo leão. O goleiro Clemer, que também se destacou no Flamengo e Internacional, conquistando o Mundial Interclubes, a Libertadores da América, a Recopa Sul Americana, a copa Sul americana, entre outros, o atacante Bebeto, que jogou por clubes como Corinthians e Flamengo e o meia Léo Oliveira que vestiu camisas de clubes como Paysandu, Tiradentes(PA), Itumbiara e Pelotas.

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Édson Cimento.

Carlos Édson Paiva Damasceno é indiscutivelmente um dos maiores goleiros da história do futebol paraense. Nascido dia 8 de Outubro de 1954 em Capanema, Édson iniciou sua carreira profissionalmente no Sporting(PA), mas após pouco tempo foi contratado pela Tuna Luso(PA), onde obteve merecido destaque. Teve uma rápida passagem pelo Paysandu e jogou depois por Mixto(MT), Comercial(MS) e CEUB(DF), antes de chegar ao Clube do Remo em 1977.

Considerado um muro, dificilmente Édson levava gols bestas, e como o goleiro mesmo dizia, não tinha medo de disputar bola, talvez por isso tenha se lesionado gravemente tantas vezes. Em 1972, em um torneio Pará-Goiás, numa partida contra o Vila Nova(GO), Édson foi defender uma falta e teve que saltar sobre alguns adversários, caiu e fraturou uma costela. Pouco tempo depois de se recuperar, em um treinamento da Tuna Luso, Édson foi defender o potente chute de Nílson diabo, atacante cruzmaltino, e acabou com a clávicula quebrada. Ainda com a camisa da Lusa, Édson levou, em uma partida contra o Remo, um pontapé desleal de roberto Diabo Loiro, no rosto, ficando vários meses sem jogar.

Chegando ao Remo foi bi-campeão paraense em 1977 e 1978, mas o que fez Édson Cimento cair de verdade nas graças da torcida azulina foram suas atuações no campeonato brasileiro de 1977. Cimento foi eleito o melhor goleiro do Brasil naquele ano e jogando pelo Remo, fato somente igualado pelo lateral Aranha em 1972. Antes de encerrar a carreira jogou por Náutico(PE) e Nacional(AM).

Édson ainda foi por muito tempo treinador de goleiros do Clube do Remo, em uma fase que, não por conscidência, o leão teve goleiros admiráveis.

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